O céu quebra-se, abre rachas. A luz que ostenta de dia já se afogou moribunda nas àguas do horizonte, na saudade, na verdadeira saudade que enche os mares e apenas o brilho do breu o preenche.
Os rasgos de luz da noite estendem-se e cortam a celestial esfera corpórea que nos engloba afundando-se também eles nas profundezas dos horizontes.
Até que, tão depressa como se abriram, as fendas abrasantes fecham e apenas o semblante escuro e sombrio do futuro permanece sobre nós.
P.S. Aproveito para apresentar as minhas desculpas ao crescente número de leitores pela ausência e pequeno tamanho dos textos mas tem me sido impossível dada a altura veranil em que nos encontramos publicar algo mais.
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