sábado, 22 de maio de 2010

"Auf Asche"

"You see her, you can't touch her
You hear her, you can't hold her
You want her, you can't have her
You want to, but she won't let you
You see her, you can't touch her
You hear her, you can't hold her
You want her, you can't have her
You want to, but she won't let you

She's not so special so look what you've done, boy
She's not so special so look what you've done, boy
She's not so special so look what you've done, boy
She's not so special so look what you've done

Now you wish she'd never come back here again
Oh, never come back here again

You see her, you can't touch her
You hear her, you can't hold her
You want her, you can't have her
You want to, but she won't let you

You see her, you can't touch her
You hear her, you can't hold her
You want her, you can't have her
You want to, but she won't let you

She's not so special so look what you've done, boy
She's not so special so look what you've done, boy
She's not so special so look what you've done, boy
She's not so special so look what you've done

Now I'm nailed above you
Gushing from my side
It's with your sins that you have killed me
Thinking of your sins I die
Thinking how you'd let them touch you
How you'd never realise
That I'm ripped and hang forsaken
Knowing never will I rise
Again

You still see her
Oh, you hear her
You want her
Oh, you want to
You see her
You still hear her
You want her
You still want to"


in "Auf Asche" de Franz Ferdinand

segunda-feira, 17 de maio de 2010

O Golpe da Ignorância

Dá-me ar. Dá-me água. Dá-me paz. Dá-me um sorriso. Dá-me algo que estanque a ferida que arde no meu peito. O golpe do gume afiado da tua tristeza não sara e o seu ávido apetite esgotou o calor da minha alma, roubou o sangue das minhas veias.
Os outrora verdes campos por onde vagueávamos esvaecem-se para tons de cinza. Os riachos que por eles corriam, puros e cheios de vida, secaram e são agora uma vala que aguarda o corpo defunto do nosso passado.
Não. Não posso permitir que a atroz facada, aquela que traz a precoce morte, seja esta. Não posso. As feridas profundas que atormentavam o agora dormente ser que se aproxima da vala sarariam. Sim, sarariam. Mas a ignorante e fechada fachada que sou não o permitiu e com um golpe rude e impiedoso acabou com a fugaz mas prometedora vida de feliz simbiose.
Um sopro, uma rajada, uma brisa de esperança percorre o frio e rígido defunto, mas não passa disso, de uma vaga visão do que pode voltar a ser, do que pode voltar a viver. Apenas tu o podes trazer de volta, apenas tu podes transformar essa frágil de brisa numa tempestade do outrora, num inferno de vento daquilo que fomos e que podemos voltar a ser.
Desculpa.

domingo, 16 de maio de 2010

Agora

Agora que contemplo o cadáver da nossa amizade vejo a mentira que fomos. O cheiro do corpo inanimado, nefasto e pútrido, lembra-me a falsidade do passado. Os seus olhos gaseados estão vidrados nos meus, pedem me empatia, pena... Quantas vezes não lhos dei? Quantas vezes não fui eu uma marioneta controlada pelos fios lacrimosos daquele olhar hipócrita? Quantas vezes acreditei que eles reflectiam a necessidade da tua alma de ser amada, querida?
Agora sei que reflectem, tal como um espelho, a tua alma. Espelho distorcido numa qualquer feira de ilusões num local distante e só. Novamente o perfume da escória humana atormenta os meus sentidos. Náuseas, vómitos, o meu corpo fraqueja face à putridão que o assola.
Agora que te enterro sob o solo que todos pisamos, submissa aos nossos pés, sei que estou livre. O teu olhar nunca mais me prenderá. A jaula do teu coração ficará vazia. Observo do topo da vala o cadáver contaminado pelo ódio e pela ira, pela tristeza e pela melancolia de todos aqueles que o satânico corpo tocou e que agora o consomem até desaparecer na sombra e na escuridão da dor que trouxe ao mundo.
Agora que jaz morto, quieto, calado mas jamais em paz vejo que os erros do passado do nefasto ser serão pagos com peso dos magoados e dos feridos sobre ele.

A Vida

A vida é um tesouro, algo que devemos estimar e não destruir, aniquilar. Vida é amor, ouro e diamantes, respeito e felicidade. Quem se julga pobre não consegue apreciar o maravilhoso Éden que o rodeia, pois, pelo simples facto de nascer rodeamo-nos dos maiores tesouros que possamos imaginar, desde fontes que exalam vapores paradisíacos a outros universos paralelos que são os sonhos de cada um de nós.

A minha vida, a tua vida, a vida desta colossal esfera azul que habitamos são pedaços de platina da mais pura, encrostada com rubis e esmeraldas não devendo portanto ser algo que é menosprezado e ignorado.

Se pensas que a vida nada mais é senão uma lixeira imunda, e infestada das mais horripilantes e nefastas escórias daquilo que outrora foi o perfeito, recorda-te dos teus sonhos, de tudo aquilo que tu consideras bom e reúne-os numa só palavra, numa só conjugação de letras, que obténs? Obténs a Vida.

Apresentação

Tenho o vício da escrita mas não gosto de a partilhar. Neste blog, Palavras Tácitas, partilharei com todos aqueles que estiverem interessados na sua leitura.