São vários aqueles que tentam definir a vida, sendo poucos aqueles que se aproximam sequer de a caracterizar. A vida é um conjunto de escolhas que fazemos é sem dúvida uma que adjectiva a nossa existência. "A vida não é um mar de rosas" é uma expressão que já todos ouvimos e certamente todos concordam. Arriscando martírio, atrevo-me a discordar.
Aliás, penso que não existe melhor maneira de a descrever. Uma rosa é tida como a mais bela das flores, graças ás suas pétalas escarlates, ao seu perfume do magnífico, tal como a vida tem os seus bons momentos, as suas boas recordações.
Mas, e tal como a vida, a rosa tem também espinhos que nos ferem, que nos marcam, que rasgam o nosso corpo e alma deixando golpes difíceis de sarar.
É indubitável que a morte é o mais afiado de todos os espinhos. Perder alguém que nos é querido, alguém que estimamos mais que tudo pode ser um espinho capaz de nos levar a esquecer o aroma da vida, a obrigar o vermelho das pétalas a esvair-se para a palidez do luto.
Cuidem das roseiras que vos rodeiam, das rosas que são e mergulhem no mar florido da existência.
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