terça-feira, 2 de novembro de 2010

"Dia de Finados"

A noite estava escura, a minha alma juntou-se a ela em espírito. A melodia que rasgava o ar, melancólica, criava o ambiente de dor típico de qualquer dia como o dito.
Até que um lago de luz a alguma distância capta a fraca centelha que ainda brilhava no olhar. Um cemitério, pequeno em tamanho, grande em morte, aprisionado entre os prédios da Invicta que tantos viu cair, ali se encontrava em fogo. Velas, centenas, nas inúmeras campas. Chamas de mágoa, chamas de saudade, chamas de memória, chamas eternas.

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