Olhos,
Espelho da alma, visão do ser.
Azuis de sofrer,
Claros, rotinados.
Imersos no seu próprio mar,
Fustigados pelas vagas de outros,
Afogam-se sob o ciano da maré
Esperança,
Réstia de força para acreditar,
Fé reflectida num discreto,
Mas concreto,
Verde que recusa o imaginário do abstracto.
Mas para além do espelho nítido
Que são, mostram uma turva visão
(Voluntária ou não?)
Que lhe obstrui o caminho
E torna o Azul mais negro
E o Verde mais nada.
Vais perceber estas palavras, espero que antes do Escuro, se não continuarei aqui.
Em silêncio, nada mais sobre isto direi, se a mágoa queres continuar a sentir não te vou impedir.
Cai...
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)
Sem comentários:
Enviar um comentário