Ás voltas na cama, no enrugado e húmido branco dos lençóis. O sono parece escapar-me pelo lacrimejar da pele, que o olhar se recusa a acompanhar.
Levanto-me. O corpo pesa-me, mas o peso não é corpóreo... será da alma, do fado?
Ignoro-o enquanto vejo no dossel brotarem tons de negro. Desprezo essas Sombras também ao reparar na Luz que tenta furar a maciça e imóvel porta de carvalho. A tacto aproximo-me dela e abro-a: nada; um corredor, um túnel, escuro, despido de Luz.
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