Acordei. Não mais dormirei. Não viverei nos vossos mundos de fantasia e sonhos que vós mesmos tornam em pesadelos.
Porquê? Porquê estar na sombra? Porquê deixar-me tremer e os meus poros frios transpirar numa cama cujos lençóis não me pertencem?
Não mais. Que os seus ignóbeis donos neles dormitem (ou quiçá vivam).
Talvez noutra altura, noutro tempo, noutro sonho (ou o mesmo, tornado realidade. Um terror.) mas esta existência nega mais dormência.
Acordarão, porventura, um dia, uma manhã para tudo começarem mas, nessa altura, já o meu sol, e outras estrelas, se estarão a pôr.
É dia.
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