sábado, 14 de maio de 2011

"Ninguém"

Ninguém sabe como mente a cor
Que arde no meu peito,
Esta escura dor
Que tão só aceito.

Ninguém sabe quem sou,
Que rosto se despede,
Onde eu estou...
Alguém me leve!

Ninguém vê o estranho
Que olha e se apresenta,
Apenas o rosto do seu espírito canho
Que a todos afugenta.

Ninguém este que todos são,
Fingem, mentem, escondem em vão
Porque o seu coração agreste
Na sua alma inexistente se despe.

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